
A sensação constante de cansaço é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de nutrição clínica, mesmo entre pessoas que não realizam atividades físicas intensas. Segundo especialistas, a fadiga persistente pode estar relacionada a desequilíbrios nutricionais, padrões alimentares inadequados e rotinas que comprometem o funcionamento metabólico. Alimentação pobre em nutrientes essenciais, longos períodos em jejum e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados estão entre os principais fatores associados à baixa disposição.
Do ponto de vista clínico, deficiências de ferro, vitaminas do complexo B, magnésio e vitamina D são frequentemente observadas em pessoas que relatam falta de energia. Esses micronutrientes participam de processos fundamentais como produção de energia celular, transporte de oxigênio e regulação neuromuscular. Além disso, oscilações frequentes nos níveis de glicose, causadas por refeições desbalanceadas, podem provocar picos de energia seguidos de quedas bruscas, intensificando a sensação de fadiga ao longo do dia.
A nutrição clínica também destaca a influência do estresse crônico e da má qualidade do sono sobre o estado de alerta do organismo. Altos níveis de cortisol, associados à sobrecarga emocional e mental, interferem na absorção de nutrientes e no equilíbrio hormonal. Com isso, mesmo pessoas que se alimentam aparentemente bem podem apresentar cansaço constante, reforçando a importância de avaliações individualizadas para identificar as reais causas da baixa disposição.