Muitas mulheres relatam experiências completamente diferentes quando o assunto é emagrecimento: enquanto algumas perdem peso com relativa facilidade, outras enfrentam grande dificuldade mesmo seguindo dietas semelhantes. Segundo a nutrição clínica, essa diferença está ligada a fatores metabólicos, hormonais e comportamentais que variam de pessoa para pessoa. Idade, composição corporal, histórico de dietas, nível de estresse e qualidade do sono influenciam diretamente a forma como o organismo responde à restrição calórica.

Do ponto de vista clínico, alterações hormonais têm papel central nesse processo. Mulheres acima dos 40 anos, por exemplo, passam por mudanças relacionadas ao climatério e à menopausa, que afetam a sensibilidade à insulina, a distribuição de gordura e o gasto energético basal. Além disso, condições como resistência à insulina, disfunções da tireoide e inflamação crônica de baixo grau podem dificultar a perda de peso, mesmo quando a ingestão alimentar parece adequada.

A nutrição clínica também aponta que o comportamento alimentar e a relação com a comida são determinantes importantes. Pessoas que apresentam alimentação desorganizada, longos períodos de jejum involuntário ou consumo frequente de ultraprocessados tendem a ter maior dificuldade para emagrecer. Já estratégias individualizadas, que consideram exames laboratoriais, rotina e perfil metabólico, costumam gerar resultados mais consistentes e sustentáveis ao longo do tempo.

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